28 abril, 2013
07 abril, 2013
Ponto Final: Paris
Marcadores:
Contos,
mini-contos,
Textos
Um acaso sob a chuva, um beijo, uma paixão desmedida e, então, um grave desentendimento. Desses em que ambos parecem certos e errados ao mesmo tempo e, orgulhosos, só procuram pelo outro depois de encontrar um bom pretexto. Pois encontrei um concurso: a melhor história de amor contada em 500 caracteres levaria o casal ganhador a Paris. Surpresa, ela perguntou se eu achava mesmo que era amor o que havia entre nós. Posso convencê-los e te levar a Paris, respondi. Ela: convence-me que te levo além...
01 abril, 2013
12 dezembro, 2012
20 novembro, 2012
15 novembro, 2012
Robert Pattison ama mais do que eu
Quando noticiaram a traição sofrida pelo vampiresco galã Robert Pattison, pensei: ninguém está a salvo. Eis um rapaz a quem não faltaria deslumbrantes pretendentes mesmo se ele quisesse uma diferente a cada hora. Ainda assim, foi vítima do terror dos relacionamentos monogâmicos. Até ele...
Após algum murmúrio de deboches recalcados e revolta das fãs em relação a traidora, a maioria (eu, incluso) esperou pela notícia do troco do rapaz. Um flagra que fosse com uma outra mulher, quem sabe, mais deslumbrante que Kristen Stewart (que particularmente acho bem interessante, apesar do coro vigente dizer que falta NaCL em sua fórmula). Mas a notícia não veio. Quando veio, era da reconciliação. Corno manso, já vociferavam os machos alfa de plantão, indignados com a representatividade da classe. Tiveram raiva, tiveram pena, tiveram vontade de fazer piadas ainda mais maldosas e sentiram-se superiores ao galã que perdoou: "ah!, se fosse comigo..."
Mas não foi com eles. E por não ter sido com eles, mas sim com Robert Pattison, talvez o perdão tenha um peso ainda maior. Porque Robert Pattison segue podendo ter a garota que quiser, bem ao contrário da maioria de nós, pobres mortais. Ainda assim, escolheu ela: Kristen Stewart. Perdoou seu erro, acreditou no seu arrependimento, se convenceu de que era, sim, amor: a coisa maior desse mundo... Talvez não só maior que o erro de abrir mão disso por causa de algo tão pequeno. E pequeno não é o erro por ela cometido, mas as regras amorosas vigentes. Quem disse que traiu porque ama menos? E não existe quem trai porque se perde ao amar demais? Não era amor, ainda, depois de tudo?
Não, longe de mim querer me colocar superior a vocês que não fariam o mesmo que Robert Pattison. Eu provavelmente também não faria. Sou desses egocêntricos incorrigíveis que deixam de amar por muito menos. Apesar de racionalmente enxergar o relacionamento monogâmico como longe do ideal, e do próprio ideal de amor ... Apesar de saber tão bem distinguir o sexo (e os beijos e amassos, por ele, impulsionados) do amor, quando me convém... Apesar do meu amor sempre ser dirigido a humanos, esses seres tão encantadoramente imperfeitos, falhos, feios mesmos (quando vistos de modo implacável) e cheios de desejos que se contradizem a todo momento... Apesar de tudo, continuo voltando à loja depois de meses, anos, sem cerimônia, pra devolver ou trocar o produto: "moça, não serviu."
Tudo isso que chamo de amor logicamente é bem questionável, tão pequeno, mesquinho e substituível como pareço lidar aqui. Talvez eu ainda não saiba o que é amor, talvez ninguém saiba, talvez o amor seja mesmo essa coisa pequena, mesquinha, substituível, e andamos exigindo muito dele (ou pouco de nós). Definições sobre o amor à parte, neste momento é em outro ponto que quero chegar. O fato que é que não sinto pena, nem indignação diante de Robert Pattison, muito pelo contrário. Sinto-me inferior. Derrotado, confesso: Robert Pattison ama mais do que eu.
14 outubro, 2012
19 setembro, 2012
Tudo ficará bem
Não chore, minha doce menina
As notícias de um dia sem saída
As notícias de um dia sem saída
Pois é vida, e sem ela não há
Você e eu amando sobre a ferida
Que se rasga no ato de amar
Tudo dói, viver dói, mas é preciso
quem há de ser herói, sem amor
quem há de ser vilão, sem errar
Também não chore as estatísticas:
Quatro gentilezas pra cada mil estúpidos
Três sucessos pra cada mil frustrações
Dois honestos pra cada mil corruptos
Um abraço pra cada dois corações
A vida, menina, é assim
Vinte anos pra salvar o mundo
Que de anos já chega aos bilhões
Não chore nem o fim
Do ato, do dia, da vida
Do fim do mundo, enfim
Na escuridão, quando vier a lágrima
Pouso-te um beijo e digo minha fala:
- Isto é real, todo resto é filme
Do fim do mundo, enfim
Na escuridão, quando vier a lágrima
Pouso-te um beijo e digo minha fala:
- Isto é real, todo resto é filme
Te prometo um jantar, você sorri
Ainda não há saída da sala...
16 setembro, 2012
30 agosto, 2012
Assinar:
Postagens (Atom)









